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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Domaine Alain Chabanon

Trelans Blanc 2015

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Domaine Alain Chabanon
Safra
2015
Uva
Vermentino (Rolle), Chenin Blanc — corte raro e equilibrado entre as duas castas, sem percentuais oficiais divulgados para esta safra
País
França
Categoria
branco

Uva

Vermentino (Rolle), Chenin Blanc — corte raro e equilibrado entre as duas castas, sem percentuais oficiais divulgados para esta safra

Tipo

branco

Região

Languedoc (Terrasses du Larzac / Montpeyroux), Hérault

País

França

Como é este vinho

Cor dourada límpida e brilhante. No nariz aparecem pera fresca, marmelo, madressilva, um toque de chá preto defumado e um zeste cítrico picante que dá frescor ao conjunto. Na boca é um vinho untuoso e generoso, com corpo médio para encorpado, acidez viva que sustenta a untuosidade sem deixá-lo pesado, e uma textura levemente cremosa herdada da passagem por foudre. O final é longo, salino e persistente, com retorno de frutas brancas maduras.

Com o que combina

Pratos indicados pelo próprio domaine incluem robalo (loup) em crosta de sal com erva-doce braseada, aves em molho cremoso com cogumelos morilles e folhado de queijo pélardon com mel de castanha; também combina bem com peixes nobres em molhos ricos, lagosta grelhada com manteiga e cozinhas asiática ou indiana levemente picantes que dialogam com o toque exótico e a untuosidade do vinho.

Sobre o vinho e o produtor

O Domaine Alain Chabanon nasceu em 1992 em Lagamas, no coração das Terrasses du Larzac, fundado por Alain Chabanon após passagens por Madiran e pela Córsega; hoje soma cerca de 17 a 18 hectares distribuídos por cinco comunas do Hérault, cultivados em biodinamia certificada Demeter desde 2011. O Trelans é a cuvée branca mais emblemática da casa, batizada em homenagem a um vilarejo da Lozère ligado à família materna de Alain, e nasce de um corte incomum para o Languedoc entre Vermentino e Chenin, plantados em solos pobres e pedregosos de matriz argilo-calcária. É considerado por guias como o Revue du Vin de France um dos grandes brancos de gastronomia do Languedoc, com produção limitada e vinificação artesanal que privilegia leveduras nativas e uma passagem discreta por foudre de carvalho. A safra de 2015, em particular, foi descrita com notas de pera, marmelo e chá defumado, resultando em um vinho untuoso, fresco e complexo.

Corpoencorpado
Graduação13,5% (estimado a partir de safras próximas do mesmo rótulo, sem confirmação oficial específica para 2015)
AmadurecimentoFermentação em cuba inox com leveduras nativas, sem levedura selecionada; maturação total de cerca de 30 meses, dos quais aproximadamente 12 meses em foudres de carvalho francês antes do engarrafamento
Servir a12-14 °C
Guarda5 a 15 anos após a safra — pode ser bebido jovem pela frescor, mas ganha complexidade com alguns anos extras de guarda; em 2026, com 11 anos, está em plena maturidade
ClassificaçãoIGP Pays d'Oc / IGP Saint-Guilhem-le-Désert (conforme o rótulo de engarrafamento)

Vale saber

  • A passagem por foudre de carvalho francês (não barrica pequena) é proposital para dar textura sem marcar o vinho com notas de madeira nova, então decantar por 20 a 30 minutos ajuda a abrir a camada frutada sem risco de oxidar o toque redutivo típico dos vinhos biodinâmicos do domaine.
  • O corte entre Vermentino e Chenin é raríssimo fora do Languedoc; a casa gosta de comparar o resultado a um Chenin encorpado do Vale do Loire cruzado com a untuosidade mediterrânea de um Vermentino da Córsega ou da Ligúria.
  • Vinhos biodinâmicos como este podem parecer 'fechados' ou levemente redutivos logo após a abertura — segundo o próprio domaine, isso não é defeito, basta dar tempo de aeração antes de julgar o copo.
  • A produção do Trelans é pequena, na casa de poucos milhares de garrafas por safra, o que reforça seu caráter de vinho de nicho dentro do já pequeno universo de brancos de guarda do Languedoc.
  • Apesar de já ter mais de dez anos, o perfil dos brancos de Chabanon costuma envelhecer bem por conta da acidez do Chenin, então esta garrafa de 2015 provavelmente ainda está numa janela interessante, com aromas terciários de mel e frutas secas começando a aparecer ao lado do frescor cítrico original.

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