Domaine Alain Chabanon
Trelans Blanc 2018
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- Produtor
- Domaine Alain Chabanon
- Safra
- 2018
- Uva
- 60% Vermentino (Rolle), 40% Chenin Blanc
- País
- França
- Categoria
- branco
Uva
60% Vermentino (Rolle), 40% Chenin Blanc
Tipo
branco
Região
Languedoc (Terrasses du Larzac / Montpeyroux, Hérault)
País
França
Como é este vinho
No primeiro nariz aparecem notas levemente oxidativas que se abrem, com aeração, para pera fresca, marmelo, madressilva, um toque de chá preto defumado e um zesto de cítrico picante. Na boca é um branco de corpo cheio e textura untuosa, quase cremosa, sustentado por uma acidez viva que traz tensão mineral e evita qualquer sensação de peso. O equilíbrio entre gordura e frescor é a marca registrada do rótulo, com um final longo, levemente salino e persistente. Não tem taninos por ser branco, mas a estrutura fenólica do Vermentino confere um leve amargor cítrico que ajuda a limpar o paladar.
Com o que combina
Robalo (loup de mer) assado em crosta de sal com funcho braseado, frango ao molho de creme com morilles (cogumelos-colmeia), folhado de queijo pélardon com mel de castanha, e queijo Roquefort para quem busca um contraste clássico entre gordura, sal e a acidez do vinho. Também funciona muito bem sozinho, como aperitivo, ou acompanhando pratos de inspiração asiática com temperos aromáticos mais suaves.
Sobre o vinho e o produtor
O Domaine Alain Chabanon nasceu em 1992, quando Alain Chabanon, formado em agronomia e enólogo, se instalou em Montpeyroux depois de passagens por Alain Brumont em Madiran e pelo Domaine Comte Peraldi na Córsega. Hoje a propriedade soma cerca de 17 hectares espalhados por cinco comunas ao pé do platô do Larzac, cultivados em biodinamia certificada Demeter desde 2011. O Trélans é o único branco seco do domaine e leva o nome de uma vila da Lozère de onde vem a família de Alain, um corte pouco usual de Vermentino e Chenin que existe desde a safra de 1995. A vindima de 2018 no Languedoc foi marcada por forte pressão de míldio e volumes reduzidos em boa parte da região, cenário em que o manejo biodinâmico e os rendimentos historicamente baixos do domaine (entre 20 e 30 hectolitros por hectare) ajudaram a preservar concentração e qualidade nas uvas colhidas.
Vale saber
- O nome Trélans não é um vinhedo, mas uma homenagem ao vilarejo de origem da família Chabanon na Lozère, próximo a La Canourgue.
- O corte de Vermentino com Chenin Blanc é praticamente uma assinatura exclusiva do domaine, raríssimo no Languedoc, onde brancos costumam apostar em Roussanne, Marsanne ou Grenache Blanc.
- A vinificação sem leveduras selecionadas e o estágio de cerca de 36 meses, em parte em foudres de carvalho francês, explicam a nota levemente oxidativa inicial no nariz — vale decantar por 30 a 60 minutos antes de servir para essa característica se abrir.
- A safra 2018 foi desafiadora no Languedoc pela pressão de doenças fúngicas; produtores biodinâmicos com baixos rendimentos, como Chabanon, tendem a ter se saído melhor em concentração, embora com volumes menores.
- É um vinho de produção artesanal e limitada, típico de pequenas cuvées de domaine familiar, o que o torna mais raro fora do mercado francês e de importadoras especializadas.
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