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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Château Palmer

Vin Blanc de Palmer 2021

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Château Palmer
Safra
2021
Uva
Muscadelle, Sauvignon Gris e Loset (varietal raro bordalês, com apoio de mudas históricas cultivadas junto a Robert Plageoles, em Gaillac); percentuais exatos da safra 2021 não divulgados publicamente
País
França
Categoria
branco

Uva

Muscadelle, Sauvignon Gris e Loset (varietal raro bordalês, com apoio de mudas históricas cultivadas junto a Robert Plageoles, em Gaillac); percentuais exatos da safra 2021 não divulgados publicamente

Tipo

branco

Região

Bordeaux (Margaux) — classificado como Vin de France

País

França

Como é este vinho

Cor amarelo pálido com reflexos esverdeados, típica de uvas colhidas com acidez preservada. O nariz é floral e ligeiramente exótico, com lírio-do-vale, flor de laranjeira, lichia fresca e maçã crocante, além de um toque discreto de especiarias. Na boca é vibrante e elegante, com acidez marcante que sustenta um corpo médio e uma pequena untuosidade central, sem taninos por ser vinho branco. O final é longo, salino e levemente floral, com uma textura sedosa que lembra mais um branco de Bordeaux clássico do que os brancos varietais mais comuns da região. É um vinho de definição precisa, feito para quem gosta de frescor com um pouco de gordura no meio de boca.

Com o que combina

Ostras frescas com limão, ceviche de robalo, risoto de aspargos com parmesão, queijo de cabra fresco com mel, e pratos delicados de peixe grelhado como linguado à meunière combinam bem com a acidez e o perfil floral do vinho; também funciona com sushi de peixes brancos e tempura leve.

Sobre o vinho e o produtor

O Château Palmer é o Terceiro Grand Cru Classé de 1855 em Margaux, pertencente às famílias Sichel e Mähler-Besse, reconhecido por sua abordagem biodinâmica certificada desde 2018 e por um ecossistema agrícola que integra vinha, pastagens e horta. O Vin Blanc de Palmer nasceu do resgate de uma tradição perdida: no fim dos anos 1990 duas garrafas de um branco de 1925 foram encontradas nas caves da propriedade, o que levou a equipe a replantar variedades brancas históricas no início dos anos 2000 e a relançar o vinho em 2007, com a primeira safra comercial em 2010. Por usar castas que não são as tradicionais Sémillon e Sauvignon Blanc dos brancos de Bordeaux, o vinho não pode reivindicar a apelação Margaux e é engarrafado como Vin de France. A produção é extremamente pequena, algo em torno de três mil garrafas por safra, das quais parte fica reservada para a própria propriedade, tornando-o um dos brancos mais raros e procurados de Bordeaux. A safra 2021 em Bordeaux foi marcada por um ciclo mais fresco e por geadas de abril, resultando em vinhos brancos de acidez viva e perfil mais clássico, o que favorece justamente o estilo elegante e tenso deste rótulo.

Corpomedio
Graduação12,5% a 13% (estimado; teor exato da safra 2021 não encontrado em fonte oficial)
AmadurecimentoVinificação majoritariamente em inox, com uma fração em barricas de carvalho neutro para dar volume e leve untuosidade, sem buscar notas tostadas; elaboração por talhões separados antes da montagem final (detalhe de processo deduzido do histórico da propriedade, não confirmado ano a ano)
Servir a10-12 °C
Guardapode ser apreciado já no lançamento, com frescor máximo entre 2 e 6 anos após a colheita; alguns críticos notam que ganha complexidade com 5 a 8 anos de garrafa
ClassificaçãoVin de France

Vale saber

  • A produção total gira em torno de 3.000 garrafas por safra, das quais cerca de 1.000 ficam retidas na própria propriedade e apenas uma pequena alocação chega aos mercados internacionais, o que torna este branco mais raro que muitos tintos de grife.
  • O uso de Muscadelle, Sauvignon Gris e Loset — e não do clássico duo Sémillon/Sauvignon Blanc — impede que o vinho leve a apelação Margaux, por isso ele é rotulado como Vin de France, apesar de nascer dentro do terroir do Château Palmer.
  • A origem do projeto remonta à descoberta de duas garrafas de um branco de 1925 nas caves do château no fim dos anos 1990, o que motivou o replantio das castas históricas e o relançamento do vinho em 2007.
  • 2021 foi uma safra bordalesa mais fresca e de menor volume por causa de geadas de primavera, o que tende a favorecer brancos com acidez mais viva e perfil menos exuberante, compatível com o estilo elegante descrito para este rótulo em safras próximas.
  • Não é um vinho pensado para decantação longa; por seu perfil floral e frutado, é mais interessante servido logo após a abertura, eventualmente com uma leve arejada de 15 a 20 minutos para abrir os aromas mais discretos de especiarias.

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