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Christian Basso — Wine Hunter
Catálogo

Château Palmer

Vin Blanc de Palmer 2022

Pré-venda

Preço publicado na abertura

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Produtor
Château Palmer
Safra
2022
Uva
Muscadelle, Sauvignon Gris e Lauzet (corte sem percentuais divulgados publicamente)
País
França
Categoria
branco

Uva

Muscadelle, Sauvignon Gris e Lauzet (corte sem percentuais divulgados publicamente)

Tipo

branco

Região

Bordeaux (Margaux)

País

França

Como é este vinho

O nariz é elegante e mostra riqueza fina, profundidade e intensidade, com muguete, flores brancas, notas de lichia e maçã fresca e crocante, além de toques discretos de especiarias. Na boca é frutado, fresco e elegante, com um desenho bem definido, uma acidez fina e viva que sustenta o conjunto e uma pequena untuosidade que dá volume sem pesar. O corpo é médio, o final é persistente e ligeiramente salino/mineral, lembrando o estilo de brancos raros e antigos de Bordeaux antes da hegemonia do Sémillon-Sauvignon Blanc. Não é um branco de fruta explosiva; a graça está na tensão entre frescor e uma discreta riqueza glicérica herdada da passagem por madeira.

Com o que combina

Combina muito bem com lagosta grelhada com manteiga de ervas, ostras e crustáceos em geral, um risoto de frutos do mar, aves de caçarola como frango assado com limão siciliano, e pratos da cozinha asiática com especiarias suaves, como um curry verde tailandês pouco picante. Também funciona como aperitivo mais rico, acompanhado de queijos de cabra jovens ou de um linguado meunière.

Sobre o vinho e o produtor

O Château Palmer é o Terceiro Grand Cru Classé de 1855 de Margaux, propriedade das famílias Sichel e Mähler-Besse e uma das grandes referências da viticultura biodinâmica em Bordeaux, com certificação Demeter desde 2018. O Vin Blanc de Palmer nasceu de um acaso histórico: no fim dos anos 1990 foram encontradas na adega do château duas garrafas de um branco de 1925, produzido informalmente para consumo dos proprietários até os anos 1930. A degustação dessas garrafas convenceu a equipe, liderada por Thomas Duroux, a replantar variedades brancas quase esquecidas em Bordeaux — Muscadelle, Sauvignon Gris e Lauzet — e a primeira safra moderna saiu em 2007, com comercialização regular a partir de 2010. Como a Lauzet não é uva autorizada pela AOC Bordeaux, o rótulo é classificado simplesmente como Vin de France, apesar de vir de um dos terroirs mais prestigiados do Médoc. A safra 2022 chega ao mercado como um branco raro, de produção artesanal e volume mínimo, recebendo boa repercussão da crítica especializada.

Corpomedio
Graduação12,5%
AmadurecimentoVinificado e criado majoritariamente em barricas de carvalho francês, com uma parcela em recipientes maiores (tipo demi-muid/foudre), passando alguns meses sobre as leveduras finas para ganhar volume e complexidade sem que a madeira se torne protagonista
Servir a12-14 °C
GuardaPode ser bebido já no lançamento, mas tem fôlego para evoluir; janela de guarda de até cerca de 10 anos após a colheita, ou seja, aproximadamente até 2032
ClassificaçãoVin de France

Vale saber

  • A produção total gira em torno de apenas 3.000 garrafas por ano, das quais cerca de 1.000 ficam retidas no próprio château e uma fração pequena chega a cada mercado internacional, tornando este um dos brancos mais difíceis de encontrar de Bordeaux.
  • O corte usa variedades quase extintas na região — Muscadelle, Sauvignon Gris e Lauzet — em vez do clássico dueto Sémillon/Sauvignon Blanc que domina os brancos secos bordaleses.
  • Por usar Lauzet, uva não autorizada pela AOC Bordeaux, o vinho não pode ostentar a denominação regional e é vendido como Vin de France, mesmo vindo de um Terceiro Grand Cru Classé.
  • Segue a mesma filosofia biodinâmica de baixa intervenção do tinto principal e do Alter Ego, incluindo uso reduzido de enxofre, embora seja um projeto lateral de escala minúscula dentro da propriedade.
  • Não exige decantação obrigatória, mas uma aeração curta de 20 a 30 minutos em taça ajuda a revelar as notas florais e especiadas mais discretas, especialmente se servido muito gelado.

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